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    Heloísa quer investimentos holandeses em portos e aeroportos no Brasil 19/11/2012

     Brasília (19 de novembro) – A secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Heloísa Menezes, recebeu nesta segunda-feira, em Brasília, a ministra holandesa de Comércio Exterior e Desenvolvimento da Cooperação, Lilianne Ploumen, e delegação, que estão no país como parte da visita ao Brasil do casal real da Holanda, príncipe Willem Alexander e princesa Máxima.

    Na ocaisão, a secretária convidou o governo e as empresas holandesas a investirem no Brasil, particularmente no setor de infraestrutura, para o qual, lembrou, está em gestação uma nova rodada de concessões com a finalidade de modernizar a logística para o escoamento da produção nacional. “Queremos atrair administradoras com experiência internacional na gestão de aeroportos e tornar mais eficientes os nossos portos, que ainda são um dos grandes gargalos para a nossa competitividade”, explicou.

    A ministra holandesa manifestou o interesse das empresas daquele país em participar dos processos de concessão e lembrou a experiência do Schipol Group, que administra, entre outros, o aeroporto de Amsterdam, por onde passaram 49,8 milhões de passageiros e 420 mil aeronaves em 2011 e que movimentou, no mesmo ano, 1,5 milhão de toneladas de carga. “Temos muitos grupos interessados no setor de infraestrutura no Brasil e a missão tem, entre seus objetivos, saber como as empresas holandesas podem aproveitar as oportunidades que o país oferece”, afirmou Ploumen.

    Diante do interesse holandês, a secretária também apresentou as linhas gerais do Plano Brasil Maior e explicou que o objetivo da política industrial é melhorar a competitividade, com foco nos estímulos à inovação e a investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento tanto nos setores de ponta quanto nos setores tradicionais, como calçados e têxteis, onde há predominância de micro e pequenas empresas. A secretária mencionou ainda perspectivas nos setores de petróleo e gás, etanol e energias renováveis e Defesa, que também é alvo de interesse holandês, segundo a ministra Ploumen.

    Comércio bilateral

    Até outubro deste ano, o Brasil vendeu para a Holanda US$ 12,544 bilhões, com crescimento de 8,2% sobre o valor registrado no mesmo período ano passado (US$ 11,594 bilhões). Em relação às importações, o mercado brasileiro adquiriu desta origem US$ 2,402 bilhões, com aumento de 41% sobre as compras efetuadas de janeiro a outubro de 2011 (US$ 1,703 bilhão). Deste modo, o lado brasileiro registrou superávit de US$ 10,142 bilhões e a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 14,946 bilhões.

    Os principais produtos que o Brasil exportou para a Holanda, nesse ano, foram: farelo de soja (US$ 1,489 bilhão), óleos combustíveis (US$ 1,338 bilhão), minérios de ferro (US$ 1,152 bilhão), plataformas de perfuração ou de exploração de petróleo (US$ 786 milhões) e celulose (US$ 762 milhões).

    Já os produtos mais adquiridos pelo mercado brasileiro de origem holandesa foram: gasolina (US$ 1,127 bilhão), hormônios naturais (US$ 53 milhões), medicamentos (US$ 46 milhões), óleos combustíveis (US$ 46 milhões) e preparações alimentícias (US$ 40 milhões).

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